Obesidade XXI. Parece um título de um filme mas não é. Tomara a Organização Mundial de Saúde que o fosse. Esta mesma organização que considera a obesidade com a a grande epidemia do século XXI. Mais de um 1 bilião da população mundial adulta tem excesso de peso, metade da qual sendo mesmo obesa. Portugal não foge à regra: estima-se que 40% da população adulta e um terço das crianças tenham excesso de peso ou obesidade. As autoridades de saúde do Mundo inteiro estão preocupadas.
É urgente unir esforços para inverter esta situação. Se não forem tomadas medidas drásticas, metade da população mundial sofrerá de obesidade em 2025. e é por este motivo esta doença é já considerada a epidemia do séc. XXI. Apesar da tão elevada incidência e prevalência, com responsabilidade directa no aumento da morbilidade, da mortalidade e dos custos em saúde (em Portugal 3,5% das despesas totais em saúde), a obesidade continua a não ser encarada por alguns como uma doença e…crónica!
A obesidade pode ser definida em termos absolutos e relativos. Na prática, a obesidade é avaliada em termos absolutos pelo IMC (índice de massa corporal) e também pela sua distribuição na circunferência da cintura ou pela razão entre as circunferências da cintura e do quadril. Além disso, a presença de obesidade deve ser avaliada enquanto factor de risco cardiovascular e outras condições médicas que podem aumentar o risco de complicações. IMC, ou índice de massa corporal, é um método simples e amplamente difundido de se medir a gordura corporal. A medida foi desenvolvida na Bélgica pelo estatístico e antropometrista, Adolphe Quételet.
É calculado dividindo o peso do indivíduo em kilos pelo quadrado de sua altura em metros. Equação: IMC = kg / m2 Onde kg é o peso do indivíduo em quilogramas e m é sua altura em metros. As actuais definições estabelecem a seguinte convenção de valores, acordada em 1997 e publicada em 2000:IMC menor que 18.5 é abaixo do pesoIMC entre 18.5 e 24.9 é normalIMC entre 25.0 e 29.9 é acima do pesoIMC entre 30.0 e 39.9 é obeso/aIMC de 40.0 ou mais é severamente (ou morbidamente) 'obeso(a)' Em analises clínicas, médicos levam em consideração raça, etnicidade, massa muscular, idade, sexo e outros factores que podem influenciar a interpretação do índice.Podem ver um exemplo aqui:
O excesso de peso pode estar relacionado com doenças hormonais, propensão genética ou resultar de medicação específica (por exemplo, alguns antidepressivos, corticosteróides e insulina). Mas, geralmente, deve-se a uma alimentação desequilibrada e/ou à ingestão excessiva de calorias e a um estilo de vida sedentário.O ritmo acelerado das sociedades modernas presta-se a refeições feitas à pressa e sem qualidade nutricional. Recorre-se cada vez mais a pratos pré-confeccionados de rápida preparação, e a aperitivos e guloseimas, muitos deles com elevado teor de açúcar, sal e gordura.
Em vez de praticar desporto, andar a pé e passear, preferem as consolas, os jogos multimédia, navegar na Net e ver televisão.As estatisticas referem que que cada criança entre os 4 e os 14 anos passa, em média, três horas por dia em frente do ecrã.
Muitas vezes, aproveitam o tempo que passam a ver televisão para petiscar bolos, bolachas ou batatas fritas, precisamente os alimentos focados nos anúncios que invadem o espaço da programação infantil. Anúncios atractivos pelos desenhos animados e oferta de brindes, pelo aspecto e sabor agradável dos alimentos, mas pouco interessantes do ponto de vista nutritivo, devido ao excesso de açúcar, sal e gordura. Não admira, pois, que um terço das crianças tenha excesso de peso.
Também num estudo recente sobre cantinas escolares, publicado em Setembro de 2005, verificámos que muitas escolas pecam por oferecer ementas com excesso de fritos e doces, desequilíbrios que podem contribuir para problemas de peso.